Implante contraceptivo passa a ser indicado para adolescentes a partir de 15 anos
Nova bula reforça avanço na prevenção da gravidez precoce e apoio às metas da Agenda 2030 da ONU
FLAVIA FLORES | MASSMEDIA
13/11/2025 17h38 - Atualizado há 3 semanas
Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou recentemente a bula do implante subdérmico de etonogestrel, produzido pela Organon, farmacêutica global voltada à saúde feminina. A partir de agora, o uso do método contraceptivo também está oficialmente indicado para adolescentes a partir de 15 anos de idade, conforme já consta no site da agência reguladora. Com a mudança, o produto passa a ser o único método contraceptivo reversível de longa duração (LARC) com indicação em bula para adolescentes no Brasil, representando um avanço relevante no acesso das jovens a opções seguras e eficazes de planejamento reprodutivo. A ampliação da indicação vem em um momento em que o Brasil ainda enfrenta desafios no enfrentamento da gravidez na adolescência. Em 2023, 2,3% das adolescentes brasileiras se tornaram mães. Somente em São Paulo, foram 8.062, de acordo com Ministério da Saúde. No Rio, 4.908. Já em Fortaleza, foram 2.537. Em Salvador, 1.865; no Recife, 1.498; e em Porto Alegre, 733. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a gestação precoce está associada a maiores riscos de complicações obstétricas e à interrupção dos estudos, com impactos diretos no futuro social e econômico das adolescentes. Ao ampliar a recomendação do implante para adolescentes, o país dá mais um passo em direção à meta da Agenda 2030 da ONU, que prevê a redução da gravidez precoce e o fortalecimento do acesso universal à saúde sexual e reprodutiva. O implante subdérmico de etonogestrel é um método contraceptivo reversível, com eficácia comprovada e proteção por até três anos. Por dispensar a lembrança diária da paciente, apresenta maior eficácia em comparação a outros métodos. A tecnologia está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), na rede privada e nos planos de saúde, atendendo mulheres de diferentes perfis socioeconômicos em todo o país. “A atualização da bula é um marco importante para a saúde pública e para a autonomia das adolescentes. Sabemos que a gravidez não planejada nessa fase da vida pode comprometer oportunidades educacionais e profissionais. Ao oferecer um método seguro, de longa duração e agora oficialmente indicado para essa faixa etária, contribuímos para um futuro com mais liberdade de escolha e equidade em saúde”, afirma Tássia Ginciene, diretora de Policy, Acesso e Comunicação da Organon Brasil. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
FLAVIA FLORES ROCHA
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